Quinta, 24/Jan/2019

Jundiaí tem um dos melhores governos do país

Jundiaí
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A cidade tem se destacado a nível nacional em diversas pesquisas e publicações que mostram o seu desenvolvimento em vários indicadores, como Educação, Planejamento Econômico, Desenvolvimento Social, Potencial de Desenvolvimento, entre outros, que somados mostram que a cidade está mesmo entre as melhores do país para se viver

Que Jundiaí é uma cidade privilegiada, com ótimos indicadores de desenvolvimento e qualidade de vida, não é novidade. Mas o fato é que para que a cidade continue crescendo, se desenvolvendo e oferecendo à população condições necessárias para o seu bem-estar, é preciso um trabalho de gestão eficiente. E é esse trabalho que tem feito Jundiaí se destacar no cenário nacional como um dos melhores governos do país.

Pesquisa realizada pela Revista Exame, em março deste ano, aponta a cidade entre as melhores para se criar os filhos, diante da qualidade nos índices de Educação, Desenvolvimento Humano, Segurança, Planejamento Econômico, entre outros indicadores. A mesma revista recentemente publicou outro estudo realizado pela Urban Systems, que coloca Jundiaí entre as 15 melhores para se investir em Negócios, na 2ª posição com o melhor índice em Desenvolvimento Social do país.

Outra prova de como a gestão tem feito o seu melhor é a nota que recebeu do Tribunal de Contas de São Paulo (B+), sendo considerada como ‘muito efetiva’, ficando ainda com a 5ª posição entre as cidades com melhores oportunidades em Educação, segmento que também foi eleito o 3º melhor do país pela Revista Exame.

E não para por aí. Jundiaí também ficou no ‘Top 10’ no ranking da FDI Magazine’s American Cities of the Future 2015-2016, publicação especializada em investimentos internacionais do grupo britânico The Financial Times, como a mais promissora da América para receber investimentos estrangeiros. Foi a única do Brasil na categoria médio porte.

Enquanto a maioria dos municípios se desdobram para encontrar uma maneira de ‘fechar as contas’ e oferecer os serviços básicos à população, diante do cenário econômico vivido pelo país, com queda de arrecadação e repasses dos governos estadual e federal, Jundiaí continua investindo e tem uma situação bem mais confortável. E isso, segundo o prefeito Pedro Bigardi, se deve a esse trabalho de gestão, com integração e empenho de um secretariado competente e comprometido com o desenvolvimento da cidade e qualidade de vida das pessoas.

“Na história de Jundiaí, nunca se fez tanto em tão pouco tempo de governo”, disse o prefeito. “Certamente ficaremos na história como o governo mais realizador”, frisou.

entrevista prefeito pedro bigardi balanco governo 2015

Segundo ele, em dois anos e meio, a administração realizou obras e investiu em áreas que a população esperava há muito tempo, como a regularização fundiária, por exemplo, que está proporcionando a muitas famílias a documentação legal de seus imóveis.

A habitação, sem dúvida, teve um grande avanço na cidade com a construção de novas unidades, como a do Jardim São Camilo, com 400 apartamentos em construção, Novo Horizonte, mais 1.088 unidades, bem como a entrega de empreendimentos que já foram realizadas, como na Vila Ana, oferecendo mais segurança e dignidade às pessoas, principalmente as que ganham até três salários mínimos, benefício que antes não existia.

Outra questão em que a cidade se destaca e se tornou referência é no trabalho desenvolvido no tratamento de Resíduos Sólidos, cujos investimentos e parcerias com a Alemanha tem proporcionado resultados significativos.

A qualidade de vida das pessoas é a principal preocupação da administração, que tem investido em novas áreas de lazer, como o Parque do Jardim do Lago, o Bosque do Jardim Copacabana, que estava abandonado e agora está sendo revitalizado, bem como o Parque do Morada das Vinhas, que será inaugurado em breve, além do Parque do Engordadouro. Aulas de dança e de Zumba, academias ao ar livre (uma nova instalada a cada 20 dias, desde 2013), praças e centros esportivos revitalizados que somam mais de 30, também são destaques.

Em entrevista exclusiva ao Tribuna de Jundiaí, o prefeito falou sobre esses investimentos e quais as metas a serem cumpridas até o fim de seu governo.

Confira:

Tribuna – Jundiaí tem sido destaque em algumas publicações como uma das melhores cidades para se investir em negócios e receber investimentos. Como o senhor avalia essas classificações? Isso ajuda a atrair novas empresas para a cidade?

Bigardi - O que acontece em Jundiaí, diferente de outras cidades que estão ‘segurando’ investimentos, é que toda semana se inaugura um empreendimento. O interesse pela cidade é impressionante e alguns fatores justificam. O primeiro é a estrutura do município, a localização, que é um ponto estratégico e continua atraindo empresas, independente dos governos, é uma característica da cidade. Mas o que tem chamado atenção, e isso quem nos diz são os próprios empresários, são iniciativas que ajudaram nesse diálogo, como a aprovação mais rápida, o que tem colaborado muito. Se num momento de crise o empreendedor chega numa cidade e encontra barreiras e incertezas no tempo de instalação, ele vai embora. Estamos conseguindo atender bem os empreendedores, encaminhando bem as demandas.

Outro ponto é que a cidade está fazendo investimentos públicos nas áreas de mobilidade, tecnologia, capacitação profissional, que mostram que Jundiaí não para e está pensando no futuro. E aí entra o governo. Esse conjunto de fatores se reflete nesse momento, oposto do que acontece no país. Muitos recursos e investimentos que buscamos em 2013 e 2014, como o BRT (Transporte Rápido por Ônibus), as UPA’s (Unidade de Pronto Atendimento) e Centro de Excelência do Esporte, por exemplo, estão chegando agora. Quando assumimos a prefeitura, já chegamos fazendo, diferente de outras cidades que demoraram para se organizar. Quem deixou para buscar recursos agora, não vai conseguir. O próprio debate sobre as Alças de Acesso da Anhanguera começou em 2013, e não havia nem projeto, também vai sair agora.

Tribuna – A Educação tem sido um indicador de destaque em várias publicações. Foi considerada, de acordo com pesquisa da Revista Exame, a 3ª melhor em Educação no país e, pelo Tribunal de Contas de São Paulo, como a 5ª melhor em oportunidades na área de Educação. Como o senhor avalia isso?

Bigardi – Tivemos avanços interessantes, primeiro em relação à parte física. Tínhamos uma série de escolas onde fizemos muitas reformas e ampliações e temos três escolas para serem entregues agora, duas no Fazenda Grande e uma no vetor oeste. Além disso, tratamos da valorização do professor, com a implantação de um terço extraclasse, que foi um avanço muito grande, pois poucas cidades do Brasil tem, melhoramos o salário, distribuímos uniforme, implantamos o Instituto Federal, enfim, são avanços importantes que se refletem em melhorias na qualidade para os alunos, professores e está sendo reconhecido. Isso é muito bom.

Tribuna – Como o senhor tem feito para administrar a cidade nesse momento de recessão econômica, com queda de repasses dos governos estadual e federal, e ainda continuar investindo? Qual a estratégia para manter as contas equilibradas?

Bigardi – Com a queda de repasses, estamos segurando sozinhos. Os municípios, de uma maneira geral, estão assim. A Saúde é um exemplo típico, ou seja, o governo federal investe pouco mais de 20%, o estadual nada e o restante fica por nossa conta. São mais de R$100 milhões por mês para o Hospital São Vicente, sem falar no restante. A primeira coisa que fiz em 2014, quando começou esse processo de maior dificuldade, foi chamar o secretariado e pedir para que fosse feito um enfrentamento interno, criando alternativas para reduzir custos, priorizar os investimentos e aumentar receitas. A Nota Fiscal que criamos gerou recursos significativos. O parcelamento de débitos, este ano, já teve um avanço muito grande e, para 2016, será maior ainda. Vamos verificar onde a gente consegue reduzir ainda mais os custos, sem comprometer a máquina. Eu avalio semanalmente o quanto entra e o quanto sai de recursos da prefeitura. Existe um controle grande e diário para que as contas fechem no fim do ano, e vão fechar. Graças a esse controle é que conseguimos manter o nível de investimento e ainda promover a valorização dos servidores.

Tribuna – Se comparada a outros municípios, Jundiaí talvez seja a cidade que menos tem sofrido os impactos da crise até o momento. A que o senhor atribui esse fato?

Bigardi – Justamente a esse trabalho de gestão que estamos fazendo. Demos uma verdadeira ‘virada’ na cidade, que estava começando a perder qualidade, com mobilidade ruim, pavimentação deteriorada. O nível de investimento e realização supera, em três anos, o que foi feito em 10. E conseguimos isso no momento mais difícil da história de Jundiaí. Falo em investimento e tipo de investimento, pois não estamos fazendo qualquer coisa. São obras importantes de mobilidade, com a construção de viadutos (serão três do BRT e três na Anhanguera), seis no total. Que cidade faz isso num curto espaço de tempo? Vamos promover a reorganização da Saúde, com a construção de quatro UPA’s até o fim de 2016. O polo tecnológico, nós conseguimos do governo estadual a aprovação do projeto. No transporte, implantamos o Bilhete Único, Ônibus a R$1 real, veículos novos, agora o BRT, ou seja, um conjunto de melhorias que somadas representam um grande avanço. São ações estruturantes, com um grau de investimentos que nunca tivemos. É um governo que vai ficar para a história como o mais realizador das últimas décadas.

Tribuna – A administração tem divulgado 165 ações que foram realizadas ao longo dos últimos dois anos e meio. Qual delas o senhor considera a mais importante?

Bigardi – É difícil destacar, cada uma tem sua importância, algumas maiores, outras menores. Mas acho que o que vai reorganizar o sistema da cidade são as UPA’s, que vão desafogar o hospital São Vicente e dar uma qualidade que não temos hoje. No entanto, o hospital São Vicente tem uma ótima gestão e tem melhorado muito o atendimento. Hoje, não existem mais pacientes em macas nos corredores.

Tribuna – A regularização fundiária tem sido uma prioridade do governo?

Bigardi – Esse processo de regularização foi ‘levado com a barriga’ por muitos anos. Foram feitas duas ou três leis, mas as coisas não aconteciam. Com a equipe de Assuntos Fundiários, Planejamento, Obras e Condema, isso avançou muito. Já entregamos 1500 matrículas individualizadas e isso é bastante, pois não é um processo simples. E até o ano que vem vamos entregar mais ainda. Jundiaí tinha muitos loteamentos clandestinos e estamos visitando um por um, inclusive na habitação popular. Temos um olhar humanizado sobre essa questão, que traz dignidade às pessoas. Se continuarmos assim, vamos conseguir resolver 90% dos casos.

Tribuna - E na habitação, quais foram os avanços?

Bigardi – A habitação tem um significado especial, pois ela traz segurança e dignidade às pessoas. Recentemente, entregamos 87 unidades na Vila Ana e a Fumas tem feito um excelente trabalho de apoio às famílias nessa fase de adaptação, inclusive com cursos de manutenção dos apartamentos. No São Camilo, estamos concluindo a construção de 400 novas unidades e, no Novo Horizonte, mais 1.088. É muito gratificante fazer parte desse momento tão importante para as famílias, que é ter sua casa própria. E estamos trabalhando muito para poder atender as famílias que mais precisam, principalmente as que ganham até três salários, que antes não eram beneficiadas e agora estão no programa.

Tribuna – A Guarda Municipal também ganhou destaque no cenário nacional por sua estrutura e tecnologia, principalmente no sistema de monitoramento por câmeras, que tem contribuído para o combate à criminalidade. Como se chegou a esse patamar?

Bigardi – Conseguimos dois avanços importantes. Um é a integração de fato entre as forças de segurança, respeitando as respectivas atribuições. O GGIM já existia, mas não com esse nível de diálogo. E segundo pelos investimentos, com aumento de quantitativo, com mais de 120 novos guardas e rádios comunicadores modernos. Além disso, está chegando novas viaturas, que serão entregues até o fim do ano. Conseguimos revitalizar a Guarda. E o trabalho com relação ao monitoramento, que já existia, conseguimos ampliar ainda mais, com a implantação do sistema OCR, de leitura de placas de veículos, e os resultados são visíveis. Em todos os segmentos, há redução no índice de criminalidade. Agora, vamos partir para uma nova sede para a GM.

Tribuna – Como o senhor espera terminar o governo? Quais são as principais metas?

Bigardi – Posso dizer que 90% do nosso plano de metas está cumprido ou em andamento. Estamos avançando. Quero encaminhar bem o BRT, as Alças de Acesso e as UPA’s, que são obras grandes. Mas acho que as obras que estamos fazendo e essa mudança de conceito, da cidade ser mais humanizada, as pessoas olharem mais o outro e o espaço de convivência, ainda tem um tempo de maturação. E isso tem que continuar. Apesar de ser um ano eleitoral, vou fazer um esforço para que essas coisas não percam força em 2016, pois conseguimos mudar o jeito de fazer a cidade e isso não pode parar.

Tribuna – Este ano Jundiaí completa seus 360 anos. Como será essa comemoração?

Bigardi - Teremos uma programação grande de eventos, de entregas, e temos muito a comemorar, pois a cidade está se renovando. Isso é uma coisa que sempre me incomodou, Jundiaí faz aniversário e tudo passava meio quieto, desapercebido, sem comemoração. Agora, todos os anos a gente comemora, especialmente este ano que completa 360 anos.

 

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